
O sol nasceu como todos os dias, e a luz atravessou a janela e iluminou todo o quarto. Foi então que ele acordou, incomodado com a claridade.
Passou a mão no colchão e não mais a encontrou entre os lençóis.
Sentou-se na beira da cama, respirou fundo e tentou preencher com ar o espaço vazio que ela deixara em seu peito.
Não mais sentiria o toque suave de suas mãos, nem a maciez de sua pele.
Não teria mais o brilho de seus olhos. Nem o seu sorriso que lhe enchia o coração de alegria. Nem o gosto doce de seus beijos molhados e nunca mais ouviria a sua voz a dizer-lhe “eu te amo tanto”.
Ainda não entendia porquê o amor escorrera de suas mãos como areia.
Só se sentia, abandonado, triste, frustrado e arrependido.
Por que se entregara tanto?
Por que era sempre tão intenso?
Por que?
…